CVM 175 para administradoras fiduciárias
O que a Resolução CVM 175 mudou na rotina de quem administra fundos, o que virou responsabilidade do gestor e o que isso exige de sistema.
Para a administradora fiduciária, a Resolução CVM 175 mudou três coisas de fundo: a responsabilidade deixou de ser difusa e passou a ter perímetro — administrador e gestor são prestadores essenciais com deveres distintos; o fundo passou a ser dividido em classes com patrimônio segregado, cada uma com escrituração, demonstrações e inscrição fiscal próprias; e o gestor ganhou o direito de contratar diretamente distribuidores, agências de rating e consultores, o que retira da administradora a supervisão desses prestadores. Na prática, menos corresponsabilidade cega e mais multiplicação operacional.
A multiplicação silenciosa das entregas
A norma não aumentou a quantidade de fundos — aumentou a quantidade de unidades a controlar dentro de cada fundo. Sistemas modelados no fundo como bloco único sentem isso em cada fechamento.
- Cada classe tem contabilidade, demonstrações contábeis e inscrição fiscal próprias.
- Subclasses diferenciam taxas e público-alvo dentro da mesma classe, com valores de cota distintos sobre a mesma carteira.
- A assembleia passou a ser por classe, com a deliberação anual sobre demonstrações em até 60 dias do encaminhamento à CVM.
- A responsabilidade limitada do cotista só existe se o regulamento a previr expressamente — o estoque adaptado nem sempre incorporou a cláusula.
Os caminhos disponíveis
Categorias de solução, com o trade-off estrutural de cada uma. Os nomes citados são exemplos de quem atua no segmento, não avaliação de produto.
Adaptar o sistema legado ao modelo de classes
Evolução de plataformas construídas sob as instruções revogadas
- Costuma servir a
- Quem tem um sistema estável, equipe que o domina e volume que justifica o projeto.
- Trade-off
- Preserva o investimento feito, mas segregação representada como campo adicional tende a empurrar trabalho para a planilha no fechamento.
Contratar controladoria como serviço
Prestadores de serviços qualificados de controladoria de ativos e passivos
- Costuma servir a
- Administradoras que preferem variabilizar custo e não manter time de controladoria.
- Trade-off
- Resolve execução, mas a administradora continua respondendo perante a CVM e passa a depender do calendário do prestador.
Plataforma modelada sob a CVM 175
Sistemas cuja unidade nativa já é a classe de cotas
- Costuma servir a
- Quem vai crescer em número de classes e quer o fechamento sem etapa manual.
- Trade-off
- Exige migração e reconciliação do estoque atual — projeto real, com custo de transição.
Manter planilhas ao lado do sistema
Controles paralelos para o que o sistema não modela
- Costuma servir a
- Solução de transição enquanto a decisão maior não é tomada.
- Trade-off
- É onde mora o risco silencioso: o número que vai ao regulador nasce fora do sistema que tem trilha de auditoria.
Cinco perguntas que separam as opções
Servem para qualquer fornecedor da categoria, inclusive nós.
- 01
A classe é a unidade do modelo de dados?
Se não for, cada demonstração e cada informe por classe custa trabalho manual recorrente.
- 02
O sistema distingue o perímetro de cada essencial?
A 175 separou responsabilidades. Registro que não distingue quem fez o quê atrapalha a defesa da administradora.
- 03
A segregação é sustentada na prática?
Contrato genérico “pelo fundo”, rateio sem critério e conta misturada corroem o argumento de patrimônio segregado.
- 04
Rateio de encargos comuns tem critério explícito?
Despesa comum sem regra prevista transfere valor entre classes — achado direto em auditoria.
- 05
Os prazos por veículo estão corretos no calendário?
A administradora costuma operar FIF, FIDC e FII ao mesmo tempo, e os prazos não coincidem.
Onde a Arkar entra
O Arkar Fund System foi modelado com a estrutura da 175 como base: fundo → classe → subclasse → série é o modelo, não uma camada de compatibilidade.
- Contabilidade, cota e informes por classe, com inscrição fiscal própria.
- Rateio de encargos com critério explícito e rastreável por classe.
- Calendário com o prazo correto de cada veículo administrado e alerta antecipado.
- Trilha de auditoria por gatilho de banco de dados, independente da aplicação.
Onde a Arkar não é a escolha certa
Se o seu caso está aqui, é melhor você saber agora do que depois de uma implantação.
- Não temos autorização da CVM para administração fiduciária — somos fornecedor de tecnologia, e a responsabilidade regulatória continua sua.
- Migração de estoque de fundos é projeto com custo real de reconciliação; quem espera troca instantânea vai se frustrar.
- Se a sua operação é de um único fundo simples, a estrutura completa de classes pode ser mais do que você precisa hoje.
Comece pelo fundo mais complexo
Se a Arkar dá conta dele, dá conta do resto da sua carteira. Mostramos a plataforma operando sobre uma estrutura parecida com a sua.
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