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Software para FIDC

O que um sistema de FIDC precisa cobrir sob a Resolução CVM 175, quais são os caminhos disponíveis no mercado brasileiro e como comparar sem se perder em funcionalidade.

Um sistema de FIDC precisa dar conta de quatro frentes: a carteira de direitos creditórios (aquisição, lastro, inadimplência, provisão), o passivo por classe e série (cotas sênior e subordinada, subordinação, amortização), a contabilidade e o cálculo de cota, e as entregas regulatórias — informe mensal em 15 dias corridos e demonstrativo trimestral em 45 dias, pelo Anexo Normativo II. O que separa os sistemas não é a lista de telas: é onde mora a verificação de lastro, que sob a CVM 175 passou a ser dever do gestor, e o quanto a estrutura de classes e subclasses é nativa ou adaptada.

O que mudou no FIDC com a CVM 175

O FIDC deixou de ser um produto restrito a investidor qualificado e ganhou uma estrutura jurídica nova. Sistemas desenhados sob a Instrução CVM 356 carregam premissas que a norma atual desfez, e a adaptação costuma aparecer como campo extra em vez de modelo novo.

  • A verificação do lastro dos direitos creditórios migrou do custodiante para o gestor — muda quem produz a evidência e onde ela é guardada.
  • O fundo passou a ser dividido em classes com patrimônio segregado, cada uma com escrituração, demonstrações e inscrição fiscal próprias.
  • O acesso ao varejo trouxe exigências de transparência e classificação de risco das cotas seniores.
  • O enquadramento como entidade de investimento decide o regime tributário — errar significa passivo retroativo.

Os caminhos disponíveis

Categorias de solução, com o trade-off estrutural de cada uma. Os nomes citados são exemplos de quem atua no segmento, não avaliação de produto.

Core de mercado de capitais adaptado a fundos

Fornecedores tradicionais de infraestrutura para o setor financeiro

Costuma servir a
Instituições grandes, com equipe interna de TI e necessidade de integrar fundos ao resto do banco.
Trade-off
Cobertura ampla e maturidade operacional, ao custo de ciclos longos de mudança — adaptar a estrutura de classes da 175 costuma ser projeto, não configuração.

Plataformas especializadas em FIDC e securitização

Casas focadas em originação, esteira de crédito e estruturação de FIDC

Costuma servir a
Operações cujo desafio central é a esteira de crédito e o volume de recebíveis.
Trade-off
Fortes no ativo, mas a fronteira com controladoria, passivo e entrega regulatória costuma exigir um segundo sistema e uma integração para manter.

Serviço terceirizado de administração e controladoria

Administradores fiduciários e prestadores de serviços qualificados

Costuma servir a
Quem prefere contratar a operação inteira em vez de operar um sistema.
Trade-off
Reduz o problema operacional, mas a gestora fica dependente do calendário e do recorte de informação do prestador — e a visibilidade sobre o próprio fundo passa a ser mediada.

Planilhas com processo manual

Excel e controles próprios, ainda comuns em operações pequenas

Costuma servir a
Fundos poucos e simples, com equipe que domina o processo de ponta a ponta.
Trade-off
Barato até o ponto em que deixa de ser: sem trilha de auditoria, o custo aparece na primeira supervisão, no primeiro erro de cota ou na primeira saída de quem sabia como fazia.

Cinco perguntas que separam as opções

Servem para qualquer fornecedor da categoria, inclusive nós.

  1. 01

    Classes e subclasses são nativas ou adaptadas?

    Se a segregação de patrimônio é campo adicional em vez de estrutura, a contabilidade e os informes por classe viram trabalho manual todo mês.

  2. 02

    Onde fica a evidência da verificação de lastro?

    O dever é do gestor. O sistema precisa guardar critério de amostragem, resultado e documentos de forma recuperável em supervisão.

  3. 03

    O sistema conhece os prazos por tipo de fundo?

    FIDC entrega informe mensal em 15 dias corridos; FIF, no 10º dia útil. Sistema que trata os dois como o mesmo calendário gera atraso.

  4. 04

    O cálculo de cota é auditável passo a passo?

    Reprocessar cota sem conseguir explicar a diferença é problema com cotista, com auditor e com regulador ao mesmo tempo.

  5. 05

    O enquadramento tributário é testado ou presumido?

    Entidade de investimento define se há come-cotas. Sistema que assume o regime pelo tipo do fundo esconde risco fiscal.

Onde a Arkar entra

O Arkar Fund System nasceu sob a Resolução CVM 175, então classe e subclasse são a unidade do modelo — não um campo acrescentado depois. O foco é a operação inteira do veículo, do lastro à entrega regulatória.

  • Estrutura fundo → classe → subclasse → série nativa, com contabilidade e informes por classe.
  • Registro da diligência de lastro com trilha recuperável, no formato que a supervisão pede.
  • Calendário regulatório com os prazos corretos por tipo de fundo e alerta antes do vencimento.
  • Cálculo de cota com bloqueio em divergência de conciliação e histórico de reprocessamento.

Onde a Arkar não é a escolha certa

Se o seu caso está aqui, é melhor você saber agora do que depois de uma implantação.

  • Não somos esteira de originação de crédito: se o gargalo é analisar e aprovar o recebível na ponta, uma plataforma de crédito resolve melhor e a Arkar entra depois.
  • Não substituímos o administrador fiduciário — a responsabilidade regulatória continua sendo de quem tem a autorização da CVM.
  • Para um fundo único e simples, com equipe pequena e processo estável, uma plataforma completa pode ser mais do que o problema pede.

Comece pelo fundo mais complexo

Se a Arkar dá conta dele, dá conta do resto da sua carteira. Mostramos a plataforma operando sobre uma estrutura parecida com a sua.

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